APRESENTAÇÃO

 

A política científica predominante no Departamento de Anatomia nos últimos anos está baseada no livre arbítrio dado a cada docente na formulação e no desenvolvimento de seus projetos de pesquisa nas respectivas áreas de concentração e interesse. Em paralelo, há apoio para o desenvolvimento de áreas novas de pesquisa através da contratação de docentes com reconhecida capacidade científica, em consonância com as diretrizes do ICB e da Universidade. Há também um forte estímulo à capacitação continuada do quadro docente e apoio ao trabalho em colaboração de grupos já estabelecidos intra e interdepartamental, além de um esforço continuado para a internacionalização do trabalho científico.

Esse esforço se faz, principalmente, através do constante estímulo para atingirmos publicações com alto fator de impacto e também através de colaborações com instituições nacionais e internacionais de referência nas áreas biológica e biomédica.



As áreas de Pesquisa desenvolvidas no Departamento de Anatomia são:

  • Cardiovascular

Os laboratórios que se dedicam ao estudo morfofuncional do Sistema Cardiovascular têm como principal objetivo avaliar o envolvimento do Sistema Renina-Angiotensina (SRA) em diferentes processos fisiopatológicos deflagrados no coração e/ou no leito vascular. Para tal, os laboratórios se utilizam de metodologias clássicas que visam a caracterização morfológica e funcional do sistema cardiovascular, aliadas a técnicas modernas de biologia celular e molecular, as quais permitem um maior aprofundamento dos mecanismos intracelulares relacionados aos processos fisiopatológicos estudados. Os laboratórios de pesquisa envolvidos no estudo do sistema cardiovascular têm como meta a produção de trabalhos científicos de qualidade, que contribuam cada vez mais com o avanço do conhecimento, aliada à boa formação acadêmica de futuros pesquisadores dentro da área. Os laboratórios de pesquisa da área obtêm recursos próprios advindos de instituições de fomento, FAPESP, CNPq, CAPES, tanto para financiamento de projetos de pesquisa como para financiamento de bolsas nas várias modalidades: Iniciação Científica, Mestrado, Doutorado e Pós-Doutorado.

  • Miologia

 O músculo esquelético constitui o tecido mais abundante do organismo. Além do seu papel essencial na locomoção, o tecido muscular representa o principal estoque de carboidratos e proteínas, bem como um dos principais geradores de energia. Portanto, a manutenção e o bom funcionamento deste tecido são essenciais. Nesse sentido, nossa linha de pesquisa está centrada no estudo das adaptações morfofuncionais do músculo esquelético principalmente durante lesão e regeneração. Além disso, estamos interessados na investigação de possíveis agentes terapêuticos na prevenção e no tratamento de lesões musculares, bem como na minimização do déficit regenerativo muscular que ocorre na senilidade. Principais métodos utilizados: lesão muscular induzida por diferentes toxinas e por criolesão em animais, tratamentos farmacológicos, histoquímica, imunoistoquímica, técnicas de biologia molecular para análise de expressão gênica e protéica e mensuração de força muscular.

  • Neurociência

 Os Laboratórios que se dedicam ao estudo do sistema nervoso o fazem a partir de linhas de pesquisa próprias e/ou conjuntas e a partir delas pretendemos colaborar no crescimento do conhecimento tanto da parte central como da periférica desse sistema orgânico. As nossas preocupações estão em tentar conhecer a anatomia dos circuitos neurais, assim como a sua organização neuroquímica e a participação desses circuitos na organização de comportamentos motivados. O conhecimento dos circuitos e assinaturas bioquímicas do sistema nervoso entérico também é alvo de nossas pesquisas, principalmente nos estados nutricionais variáveis e também com a evolução da idade. A melhor compreensão dos mecanismos neurais que conduzem a sensação dolorosa também faz parte de nossos objetivos de pesquisa. O estudo do controle neural dos ritmos Biológicos também se faz presente entre as nossas linhas  de pesquisa. Finalmente temos o estudo das terminações nervosas. Todas essas linhas de pesquisa utilizam-se de metodologias tradicionais e modernas, como a biologia celular e molecular, imunoistoquímica, fatores de transcrição, traçadores neuronais, expressão de receptores através da hibridizaçâo "in situ" e reação em cadeia da polimerase através da transcriptase reversa, microscopia eletrônica de transmissão e varredura.

  •  Osteologia

  Uma série de descobertas dos últimos anos têm mostrado a grande importância do esqueleto para a sobrevivência. Além das suas reconhecidas funções relacionadas à estrutura (proteção e sustentação de órgãos) e locomoção (local de inserção de músculos), hoje se sabe que o tecido ósseo tem participação ativa no metabolismo mineral e energético. Descobertas recentes mostram que o esqueleto não é apenas alvo de hormônios (e.g. esteróides sexuais, PTH e calcitonina), mas que também produz hormônios (FGF23 - relacionado ao metabolismo ósseo e mineral - e osteocalcina - relacionada ao metabolismo energético), atuando, portanto, como um órgão endócrino. Além disso, mostrou-se que o metabolismo e estrutura ósseas são regulados pelo sistema nervoso central, especialmente através do sistema nervoso simpático. A missão dos laboratórios do Departamento de Anatomia envolvidos com a osteologia é a de gerar e disseminar conhecimento relacionado à estrutura, fisiologia e função do esqueleto. Somando-se a isso, uma das maiores metas desses laboratórios é a de formar cientistas capazes de desenvolver pesquisa no campo do metabolismo ósseo e mineral. Para tanto, os laboratórios têm desenvolvido pesquisa básica de ponta, utilizando técnicas de histologia, biologia molecular, cultura de células e de análise de imagens.

  • Endocrinologia

Nossa linha de pesquisa tem como objetivo principal estudar e desvendar os mecanismos da ação de hormônios e fatores de crescimento, in vivo e in vitro, na regulação do ciclo celular de células do córtex da glândula suprarrenal, com ênfase na proliferação celular. Esses conhecimentos obtidos da regulação da proliferação celular se estendem para o estudo da expressão gênica, proliferação e morte celular, em culturas de células adrenais obtidas de fragmentos de adenomas e carcinomas de suprarrenal humanos.